sábado, 29 de agosto de 2009

A história da Bolsa Cor de Canela

Heje vou postar mais uma de minhas histórias infantís .
Façam como as crianças; soltem a imaginação e viajem para o mundo mágico, onde vale absolutamente, tudo.
A Bolsa Cor de canela Duas meninas voltavam da escola e quando atravessavam a praça avistaram uma bolsa sobre um banco de jardim. Perguntaram a várias pessoas que estavam ali por perto, naquela praça, mas aparentemente a bolsa não pertencia a ninguém. Pelo menos ninguém conhecia o dono daquela interessante bolsa cor de canela.
Foram até o outro lado da praça, perguntar na farmácia e na padaria. Não; ninguém sabia de quem era a bolsa. -Que mistério! Falou a menina mais nova, que era um pouco medrosa, mas só um pouquinho. -Vamos ver se tem o nome e o endereço da dona, porque é uma bolsa de mulher, não é? -Acho que é, vamos ver. Olha que bolsa legal! O que será que tem dentro dessa bolsa? E olha só, ela tem também um bolso. Para que será que uma bolsa precisa de um bolso? Perguntou a menina mais alta. -Eu acho que é para botar no bolso o que não cabe na bolsa. Será!? Falou a menina de vestido azul. -Acho que não. Acho que é ele que guarda o segredo da bolsa... Falou a menina, que tinha resposta para tudo. -E qual será o segredo dessa bolsa? Continuou a perguntar a amiga curiosa. -Eu acho que é o nome e o endereço da dona. -Nome e endereço, não deve ser segredo, ou deve!? -Então vamos abrir e ver o que tem dentro dela? Qual será o mistério dessa bolsa? -É...qual será o esse mistério dessa bolsa...
Repetiu a amiga automáticamente. As duas olharam ao mesmo tempo dentro dela e não viram nada. Não havia nada dentro, ou melhor, havia sim... -Olha só! No bolso de dentro tem um papel dobrado. -Abra rápido estou tão curiosa que não agüento mais esperar. -Calma...vamos ver...vamos ler o que está escrito.
-Minhas meninas curiosas; Fico contente, porque vocês encontraram A minha bolsa mágica de estimação, Ela carrega dentro dela, o mundo... tudo da criação... -O mundo ? Como assim!? Perguntaram alto, as duas meninas juntas E continuaram a ler o bilhete que estava em suas mãos. -Sim, o mundo da imaginação. Tudo o que se imagina, cabe dentro dela. Não é legal a minha bolsa Da cor da canela? -Cabe até uma montanha? Perguntou a menina menor. E as letras apareciam magicamente no papel enquanto elas conversavam. -Cabe sim uma montanha toda de banha. -E o que mais ? -Ah, um monte de coisas, querem ver ? Vejam o que vai acontecer;
Enquanto apreciam as palavras também apareciam as figuras:
Uma árvore com frutinhas, E um arco-íris que sempre aparece Com qualquer chuvinha. Entre pedras, corre um rio tão estreito como um fio.
-Será que este rio, têm peixes? E será que peixe sente frio?
Perguntou outra vez, a menina curiosa.
-Se fosse mar teria em volume, muitos peixes em cardume. Dos bem grandes, dos médios e dos pequenos também, Polvo, golfinho e até baleia tem!
-Baleia? Puxa que bolsa gigante em? Nem que fosse do tamanho do mundo. Parece até que essa bolsa nem tem fundo. Falou a menina que é muito esperta. -E o que tem mais? Perguntou a outra menina cada vez mais curiosa.
-Tem um sol, uma estrela,, uma lua quase cheia... Um barco que a vela azul volteia... Olha só essa violeta que mais parece uma borboleta. Tartaruga cedo madruga, porque quer fugir? Ou é tão demorada, que ainda nem foi dormir? E aquela jaguatirica? Que se a gente olhar muito, ela fica tiririca? Tem também o velho e bom leão, que está assim barrigudo, por que come muito pão. -E olha só, uma luva, muito maior que a capa de chuva. Comentou a menina maior, com pintinhas no nariz.
-E ainda tem mais, não acabou ainda... -Tem mais ? Esse mistério nunca finda? Falou a menina menor. -Só se você quiser, Se gostou ainda tem mais...
-Então vamos ver mais. Falaram apressadas, as duas quase juntas.
-Olhem bem, que aqui tem um rato, Isso porque não mora aqui, nenhum gato. Lá vai, o “chapeuzinho vermelho” com medo, correndo daquele animal de orelhas grandes, olhos e boca, enormes, com o seu nariz escorrendo...
É ele mesmo podem ver! O lobo mau, cabeça oca. Que só quer dormir de touca, que roubou da vovozinha. Eis aqui também; uma bela lagartixa
que quando se espreguiça, seu grande rabo espicha. Também tem uma girafa de chapéu, Que só vive olhando para o céu. Se olhando o tempo todo num espelho, está lá perto dela, um Coelho.
-Coelho não mora em cartola de mágico? Ou é em bolsa agora? Perguntou a menina de sapato de verniz.
-Não! Coelho só fica em cartola de mágico em dia de mágica.
-E camelo ? Nessa bolsa tem camelo? A menina maior queria conhecer muitos bichos.
-As vezes tem, as vezes não. Tem que o dia acertar Ele viaja só pelo deserto, a caminhar, caminhar, caminhar... Para chegar ao seu destino, sem jamais se atrasar.
-E elefante, tem? Também cabe na bolsa ? Não parava de perguntar, a menina morena.
-Até cabe, Cabe tudo e muito mais, tudo o que a cabeça pensar. Mas me contaram que no circo, aquele lá, foi morar. Depois que lá arrumou amigos, E pela elefanta se apaixonar.
-Puxa, Que bolsa bacana essa! Mas é muito esquisita. Muito misteriosa mesmo. Comentou com a amiguinha a menina de cabelo cacheado.
-Para saber o que tem dentro, precisa não ter medo de pensar. Continue a procura bem lá dentro que muito ainda mais, vai encontrar.
E de quem é afinal, essa bolsa com bolso, que guarda um bilhete mágico, que até parece que fala com a gente? Falou a menina de blusa rosa, como olhar meio espantado. -Eu acho que só pode ser duma bruxa, você não acha? -Eu também acho! Falou a menina que estava com fita no cabelo. As duas se levantaram do banco do jardim onde estavam sentadas até agora, colocaram o bilhete misterioso dentro do bolso da bolsa, deixando a bolsa do mesmo jeito que a encontraram. Quando iam saindo do outro lado da praça, as duas amigas olharam para trás e viram duas meninas examinando a bolsa cor de canela, que estava sobre o banco do jardim. Uma amiga olhou para a outra , sorriram, e sem falar nada, seguiram o seu caminho...
Fim

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