sexta-feira, 25 de março de 2016

Tempo de Recolhimento

                                                         Tempo de Recolhimento
Bom dia sexta-feira que amanheceu chovendo muito e mais fria do que ontem. Cada dia mais entrando no Outono.
Nesta sexta-feira chamada Santa pela Igreja Católica, relembra-se a via Sacra, o sofrimento de Jesus e por coincidência hoje também é comemorado a Anunciação de Nossa Senhora, quando Maria de Nazaré foi abordada pelo Anjo Gabriel (?) lhe convocando a gerar o filho de Deus, nosso Irmão Maior, nosso Mestre Jesus, Guia Espiritual do nosso Planeta. De hoje a nove meses é Natal, quando celebramos o Nascimento de Jesus.
Não devemos julgar aos que conviveram com Jesus bem de perto, como Judas por exemplo. Não devemos apedrejar , queimar e malhar como se faz todos os anos no sábado, chamado de aleluia.
Todos nós somos um pouco Pedro ou Judas em relação a Jesus no nosso dia a dia quando O negamos ou guardamos os nossos “trinta dinheiros” que poderiam alimentar e vestir os nossos semelhantes.
Nós o traímos e nos vendemos pelo nosso egoísmo quando o Seu ensinamento Maior é o Amor. O Amor Maior, aquele que vê o outro como um irmão. Não aquele amor que leva ao sexo, mas o Amor que transcende, que  se sublima esquecendo de si mesmo em Beneficio e por Amor ao outro.
Nós O traímos quando demos apenas algumas moedas aos “pobres”, isso quando damos, enquanto temos a “coragem” às vezes, de pagar mais de um salário mínimo por uma garrafa de vinho, um simples jantar,  um arranjo de cabelo, ou um procedimento voltado à beleza.
Nós O traímos quando doamos roupas rasgadas, desbotadas ou em frangalhos, enquanto temos a “coragem” de pagar por uma etiqueta de Grife, valores impensados numa roupa e quando não, numa moda esfarrapada também, já que agora é “moda”.
Quando temos a “coragem” de comprar um calçado de marca famosa e doamos um tênis em frangalhos, todo sujo e fedido ou um sapato gasto e deformado.
Nos seus ensinamentos Jesus nos disse que:
“...- porquanto, tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; careci de teto e me hospedastes; - estive nu e me vestistes; achei-me doente e me visitastes; estive preso e me fostes ver. Então, responder-lhe-ão os justos: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber? - Quando foi que te vimos sem teto e te hospedamos; ou despido e te vestimos?- E quando foi que te soubemos doente ou preso e fomos visitar-te? - “O Rei lhes responderá: Em verdade vos digo, todas as vezes que fizestes isso a um destes mais pequeninos dos meus irmãos, foi a mim mesmo que o fizestes.” -
Então comecemos a observar como agimos para depois não irmos malhar o Judas, pois somos todos ainda imperfeitos a caminho de nos melhorar como pessoas e como filhos de Deus criados a Sua imagem e semelhança, só que ainda nos falta muito para aprender. Faz pouco que começamos a abrir os olhos para olhar ao nosso redor e tentar fazer um mundo melhor e mais digno. Alguns, para não dizer muitos, ainda estão de olhos fechados, olhando para dentro de si apenas.
Precisamos não só reconhecer os ensinamentos de Jesus e achá-los bonitos, precisamos praticá-los, mas isso já é um começo.
Vamos renascer de nós mesmos, reacender a Centelha Divina que há nós, para vivermos num mundo melhor. O Mundo de Regeneração prometido.
Boa Páscoa!!!


sexta-feira, 11 de março de 2016

Carta de Amor aos meus pés.


                                                        Carta de amor aos meus pés.
Imitando a Nívea que escreveu uma carta para as axilas, resolvi escrever uma carta para os meus queridos e amados pés. Essa dupla dinâmica que me carrega há quase 70 anos.
Anos estes inesquecíveis desde a mais tenra infância quando me negava a calçar qualquer coisa nos pés a contra gosto do meu pai que não suportava ver mulher descalça (Freud explica).
Eu gostava de sentir o macio da grama, a aspereza do chão batido, os grãos úmidos da areia da praia o frescor das águas e a madeira do assoalho...
Lembro-me bem, voltando da escola nos finais de tarde de verão, quando as chuvas repentinas de tardes quentes inundavam as ruas e os meio-fios viravam cachoeiras marrons. Eu vinha debaixo de chuva, encharcada até os ossos, caminhando vagarosamente pela enxurrada fria e deliciosa no maior deleite, que só quem fez isso na infância sabe o sabor que tinha.
Arranquei muitas tampas dos dedões e dedinhos, pedaços de unhas além dos muitos espinhos e cacos de vidros que foram extirpados com agulhas queimadas e desinfetadas com álcool, além de um inesquecível bicho de pé.
Muitos torções e inchaços nos tornozelos e até algumas leves luxações devem estar registrados na caixa preta da minha vida.
Calcanhares de índio, unhas espedaçadas e joelhos ralados, fizeram parte da infância inquieta de quem pulava muro e subia em árvore como menino, mas isso foi até entrar na escola.
Mas meus pés queriam mais, queriam andar muito, conhecer o mundo, observar por onde pisavam.
Também adquiriram muitos calos em épocas de crescimento quando os pés cresciam mais rápido do que o dinheiro em casa e os dedos eram obrigados a se encolherem até mais não poder enquanto aguardavam a compra de outro par de calçado.
Lembro das inúmeras bolhas ardidas e inesquecíveis cobertas com ban-daid que não grudavam e formavam uma maçaroca que fazia doer mais ainda a ferida sem pele.
Também me lembro de calçar as meias de seda insuportáveis, na minha juventude.
Meus pés felizes relembram que já foram assistir no Teatro, a Bibi Ferreira, Juca de Oliveira, Fernanda Montenegro, Toquinho, além de peças como O Fantasma da Ópera e Cabaré e outros mais que não me lembro. Já se enterneceram ao ouvir musica das boas, como Sinfônicas e Orquestras, além de Cantorias diversas entre amigos. Muito bom, momentos felizes e inesquecíveis que fizeram bem à alma.
Daí continuaram os meus amados pés caminhando pela vida, eles já entraram e saíram felizes de quatro maternidades carregando mais um doce e pequeno fardo enrolado em mantas fofas.
Com o passar dos anos os passos foram ficando mais pesados e os pés foram ficando doloridos quando passaram a acompanhar queridos nos hospitais e aos cemitérios e já são muitos até aqui.
já conheceram a Reflexologia com uma Chinesa de verdade e duas botas de gesso por conta de uma fratura na lateral do pé esquerdo na base do calcanhar e mais uma fratura de canela, seis anos depois, que só não passei por cirurgia por insistência minha em me curar sem precisar. e por enquanto vou indo...
Os meus pés amados adoram viajar para qualquer lugar, ficam felizes ao subir num avião, ônibus,  carro e trem. Viagens de barcos ou navios não os atraem não.
Eles até já caminharam sobre a linha imaginária do Equador em Macapá; não é genial fazer isso? Eles acham e eu também achei.
Também já foram à Belém do Pará duas vezes, à Manaus duas vezes, a Recife e Fortaleza. Já São Paulo e interior conheceram muitas cidades e algumas de Minas Gerais e Paraná, como por exemplo, a sua mais famosa; a Foz do Iguaçu.
Já que fomos até ai, também me lembro que meus amados pés já foram mais de vinte vezes ao Paraguai nos áureos tempos. Também já conheceram a Flórida e por lá passearam bastante e viram além de Miami, a Disney maravilhosa em Orlando.
E de passeio em passeio meus pezinhos abençoados quase foram totalmente detonados de tanto andar e ver as maravilhas inesquecíveis de Berlin.
Mas uma emoção inesquecível e que os acenderam para um futuro passeio foi ver a Torre Eiffel de cima, de dentro do avião à noite, quando sobrevoava Paris. Emocionante!!!
Enquanto isso, vou colocar meus pés queridos de molho que ninguém é de ferro, afinal há muito o que trilhar por essa vida ainda.

Este post sofreu uma atualização discreta de datas e outros pequenos detalhes, entre outros, o de  que hoje me recupero de uma fratura da Fíbula esquerda, logo acima do tornozelo, assegurando assim que ainda farei com a Graça de Deus, muitas excursões e passeios. Com certeza!



terça-feira, 8 de março de 2016

Palavras e dia da Mulher, tudo junto e misturado...

                                 Palavras e dia da Mulher, tudo junto e misturado...
Palavras são letras agrupadas que vão se modificando ao longo do tempo.
Algumas eu gosto muito e outras acho muito feias, sem falar nos palavrões que falam por si só. Essa foi ótima, hahahah.
Palavras são “seres” mágicos com asas que vão saindo pelas bocas e ficam flutuando no espaço eternamente, dando um colorido a mais na paisagem ou no cenário. Sejam elas faladas ou cantadas. ♫♪♫
As palavras moram em nós, seres criativos por natureza, tão criativos que o cara que inventou as palavras escritas era analfabeto...  ;)
Palavras faladas são seres vivos e imortais que ficam perambulando no ar, no espaço pela eternidade. Muitas são esquecidas e consideradas “mortas”, mas não são; alguém sempre irá descobrir alguma palavra em algum lugar do passado.
Quando proferimos uma palavra ela fica vagando pelo espaço infinito para sempre, ressoando em ondas pelo ar.
Estamos mergulhados num mar de palavras, algumas já silenciosas aos nossos ouvidos, porem vivas em algum cantinho quase adormecidas e até esquecidas.
É só esticar a mão e alcançar aquelas que precisamos usar para nos expressar entre simples ou rebuscadas, pronunciadas erradas e até virando corruptelas. E as gírias então? Algumas são hilárias. Hilária também é nome de gente.
Aliais nome de gente é um caso a parte. Tem uns que são verdadeiros palavrões e a Internet está ai para comprovar tanta criatividade na hora de colocar o nome num filho.
Meus deuses! Tadinhas das crianças e coitados dos adultos que tem que carregar tamanho fardo. O nome é um mantra.
Alguém que se chama desde as primeiras horas de nascido de Austregésilo, Gumercindo, Calpúrnia e sei lá mais qual...mereciam um salário de compensação para comer tudo em chocolate e sorvete...
Gosto em especial de algumas palavras como Antuérpia dá ideia de algo elegante e nobre. Groselha dá ideia de algo gostoso e doce. Já estabacar, indica que realmente a pessoa estabacou-se inteira no chão, não ficando pena sobre pena...
E assim vão passando palavras e mais palavras pela nossa frente ou pela nossa boca alcançando os ouvidos e se espalhando pelo ar.
Adoro palavras novas como as tão na moda agora; Resiliência, Imponderadas e sei lá mais algumas para o momento...
Mas em homenagem ao dia das Mulheres que será comemorado dia oito de Março, quero chamar a atenção para uma coisa que percebi já há algum tempo.
É que me dei conta que os assuntos predominantes entre as mulheres começam com a letra “C”.
Mulher fala muito de: Casa, comida, cachorro, criança, creche, criada, cozinha, cunhada, cabelo, cor, coloração, crespo, corte, cortar, cabeleireiro, chapinha, creme, cravos, celulite, corpo, contas, cartão de crédito, cheques, calcinhas, camisolas, costureiras, corpete, corselete, cotovelo, carro, chefe, colegas, cursos, concursos, camisinha, customização, camiseta, cólicas, credos, correntes, cintas, cintos, cor-de-rosa, cabeça, cefaleia, coxas, “caras”, “coroas”, casamento, “caso”, corresponder, cama, contrato,, crápula, canalha, covarde, companheiro, companhia, compras, cinema, chocolate... etc. ... etc. ... Não necessariamente nessa ordem, é claro.
É só mais uma de minhas observações... Apenas palavras...
 ♫♪ Adeus, cinco letras que choram...♫♫