quinta-feira, 6 de maio de 2010

Segundo domingo de maio


Segundo domingo de maio;
Dia da Coruja.

É novamente mês de maio, e novamente festeja-se no segundo domingo do mês, o dia das mães. Quem me conhece sabe que não gosto de festejar o dia das mães. Acho muito chato conviver com meus familiares (leia-se filhos), um ano inteiro, ouvindo mais reclamações do que elogios, e de repente a mãe vira como que num passe de mágica " A Rainha do lar", rainha doquê carapálida? Mãe é um ser comum o ano todo, comete todo tipo de insanidade "normal" aos seres humanos, com ou sem filhos, dá xilique, tem TPM, se sente mal amada, quer um dengo de vez em quando, e geralmente recebe em troca uma
"magestosa atravessada "federal" e em consequência, é claro, murcha como um maracujá até as profundezas da alma, mas releva por que sabe que o filho "também tem problemas", daí vem o comércio induzir as pessoas a amar a mãe mais do que os outros dias do ano, como se o segundo domingo de maio, deixasse de ser abóbora de repente e virasse carruagem de princesa.
Ora que coisa mais chata isso. Os mais belos sorrisos, mimos e carinhos que recebi ou recebo dos meus filhos pela vida a fora, não tinha e nem tem nada a ver com esse dia determinado, aliais este dia foi escolhido por conta da morte da "muito amada mãe" de uma americana desconhecida. Quem sabe o nome da americana, hem? E da mãe dela? Pois é, se você sabe, também deveria saber alguma coisa a mais sobre a sua mãe que a agradasse, que a fizesse sorrir, e não sobre a mãe dos outros que nem moram no seu país.
E tem mais, você conhece alguma mãe que escolhe um dia certo para dar um presente ao filho? Não; ela olha alguma coisa e pensa: "fulano(a) vai gostar disso" e compra e entrega esperando o brilho nos olhos do ser amado que ela colocou no mundo. Pronto; com isso a mãe ganha o dia e as vezes semanas de felicidade...

Eu tive uma boa mãe reconheço; a quem eu agradeço a vida. Ela não me jogou fora, não me deu para ninguém, me amamentou, fez tudo direitinho, mas também era braba como ela só e me deu poucas e boas, que agora nem vem ao caso,  porque provavelmente mereci, e depois isso faz (ou fazia antigamente) parte do educar, viver e conviver intimamente com alguém,  é justamente isso que eu quero dizer;
Por que o segundo domingo de maio precisa ser tão ostensivamente diferente dos outros dias do ano entre mães e filhos (genros e noras por conseguinte)?



E por falar nisso, acabei de receber por sedex da minha segunda filha; uma linda caixa do Boticário.....hummm, ADOREI, e precisa ser dia das mães? Claro que não, ora.

2 comentários:

  1. Precisar, não precisa ser Dia das Mães (meus 4 gatinhos me enchem de fofuras todos os dias, então não preciso disso....ehehehe). Mas ganhar um mimo de vez em quando não faz mal nenhum, né?

    Também sou contra essa indústria das datas, mas sou a favor da minha mãe ganhar um cheirinho que ela gosta. É ou não é?

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  2. Sim,concordo que quando a(o) filha (o) está a fim de dar um presente, num dia qualquer, está com saudades e quer oferecer um mimo, e não porque o comercio o induziu a fazê-lo naquele dia específico.
    Obrigadíssima querida e cheirosa filha.♥ Adorei, até por que não era dia das mães (ainda).

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