sábado, 12 de maio de 2018


                            Mãe, família; tudo de bom
É uma correria geral, um entra e sai de lojas, cochichos e conversas sorrateiras pelos cantos, agora pelas redes sociais, entre os filhos e pais.
 É mais um Dia das Mães que chega, assim como o Natal, Páscoa e dia dos Pais e dos Namorados. No caso do dia das Mães, que por viés se estende para Sogras e Avós, é sempre no segundo domingo de Maio no calendário anual de eventos, mas desde o dia primeiro as lojas já anunciam os últimos modelos de eletrodomésticos em todas as cores, sofás, armários e aparelhos de televisão e objetos decorativos. A mãe não paga o passaporte para o Parque temático se levar os cinco filhos dela e os enteados. Sem comentários...
 Não vi nenhuma loja de carros sugerindo um lindo modelo para a rainha do lar. Parece que a imaginação fica por conta do freguês mesmo, que apesar de não ser filho de chocadeira nem sempre vê a mãe como uma pessoa com vaidades e sonhos a realizar no seu universo feminino, dai todo ano a idéia é a mesma e as sugestões também. A bem da verdade, vi que agora oferecem como novidade, um dinheiro em papeis da Previdência e Capitalização para ser resgatado em 60 meses (!) desde que o filho não se esqueça de pagar as parcelas, obvio, ou seja; a mãe vai receber o seu presente daqui há cinco anos!!!!
Mas reconheço que existe um outro seguimento que vê e já reconhece que a última coisa que a mãe quer nesse dia é um liquidificador ou uma sanduicheira que apita quando o pão fica pronto, eles oferecem opções de roupas bem femininas, cosméticos e coisas inúteis, que é o que mãe gosta mesmo. Mãe que é mãe não quer nada que tenha alguma utilidade além de torná-la cheirosa.
Mas o que mais me impressiona nesses dias é que no dia seguinte, na segunda feira, depois de almoço de domingo especial, flores em profusão, presentes e presentinhos, tudo volta à rotina e aos trilhos do cotidiano onde a rainha do lar é que sabe onde estão as coisas, sabe da agenda de todos e resolve todas as paradas. Será que toda aquela indulgência e amor declarados em prosa e verso permanecem? Espero que sim.
Mas finalmente chega o segundo domingo de maio e já não tenho mais lágrimas de tanto relembrar a maternidade em vídeos e declarações de terceiras , textos e interpretações gaguejados nas vozes infantis declarando seu amor infinito.
Eu realmente me emociono de verdade. É verdade. Mas não vejo a hora desse dia passar e eu poder respirar aliviada.
Eu explico: é que eu sinceramente acho um exagero de elogios, uma over dose de predicados que vão nessas homenagens que me constrange.
Desde que o mundo foi criado que as mães de todas as espécies existem. Todos os seres nascem de alguém, de uma matriz.
São mulheres, fêmeas, e seres sexuados com capacidade de procriação ou de criação por adoção. Tudo natural e tão normal, que não entendo esse espanto no mês de maio!?
Os seres de boa índole, o serão, independente de homenagens, porque provavelmente são amadas, tratam bem, com carinho e amor incondicional suas crias o ano todo; é natural ser assim para eles, e assim será pela vida toda, pela eternidade passando de mãe para filhas o exemplo e depois, com certeza, receberão o mesmo tratamento na velhice.
Assim, eu declaro publicamente, que dispenso os possíveis elogios; pois eu é que sou uma privilegiada dos filhos que recebi, aliás acho que se Deus pedisse antes o meu currículo para me dar tal incumbência, teria visto que eu não tinha a menor competência para a função, mas já que Me confiou assim mesmo, vou tentando acertar.
Obrigada Senhor, pelos "pacotinhos" de Felicidade que me deste um dia para cuidar e
que guardavam a mais bela semente dourada, com todo o potencial de serem as mais lindas pessoas.
Sou muito feliz por ser Mãe, mas dispenso elogios, por favor, fico constrangida de verdade. ♥*♥

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