sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Árvore Genealógica de hoje em dia...♥♥



                 

                                    Árvore genealógica de hoje em dia...
Estava pensando hoje à tarde por conta de um assunto na televisão sobre arvore genealógica e cheguei à triste conclusão de que não dá mais para montar uma árvore genealógica nos dias de hoje. 
Se não veja:
Antigamente no final do século XIX, começo do século XX as famílias se formavam em um grande número de descendentes e cada mulher tinha em média uma dúzia e meia de filhos, sim, 18 rebentos no mínimo (minha avó materna teve 28 partos) que levariam para frente o nome e as características daquele casal além dos bens materiais, que variavam muito de família para família. 
Daqueles, muitos os que sobreviviam também se casavam e novamente se multiplicavam gerando um pouco menos, em média uns dez ou doze filhos pelo menos. 
Poucos casavam uma segunda vez. 
Um ou outro fazia filhos com uma amante,talvez por isso houvesse um certo "controle natural" da situação.
Daí, antigamente ao montarem uma árvore genealógica, o tronco era formado por dois pares que passariam a delimitar o lado paterno e o lado materno e cada par pelos descendentes representados pelos ramos e seus rebentos por ramos menores e folhas. 
Hoje não é possível mais fazer uma montagem como era, senão veja só:
Montarei uma suposta árvore iniciada com um casal no ano de 1950. Vou dar o nome de José e Maria. 
Eles tiveram 10 filhos, cinco mulheres e cinco homens que casaram respectivamente com seus pares. 
Em 1975  teoricamente cada casal teria cinco filhos adultos prontos para casar, daí é que a coisa começa a pegar principalmente a partir da proliferação das separações e do divórcio. 
Eles já casam conscientes de que se não der certo, separa, prevendo para breve a separação, geralmente na primeira encrenca. Não se investe mais na relação, para quê, né? 
São tantas opções...
Hoje em dia nem se casa tanto oficialmente, só se juntam, para “não ter o trabalho” de mudar o nome nos documentos quando não der mais certo. Simples assim. Ou quando casam não trocam mais os sobrenomes, cada um permanece com o seu respectivo pelo mesmo motivo.
Assim os casais ficam um tempo juntos até entrarem na rotina, aquela que todo mundo conhece, daí se chateiam e separam-se. 
Geralmente trocam de pares, um casa para cá e o outro para lá e vão ficando os filhos pelo caminho da história, ora com o pai, ora com a mãe e quando querem passear, viajar etc., os avós ficam. 
Voltando para a fictícia árvore genealógica; 
Os filhos de cada casal casaram e descasaram várias vezes também, gerando cada um dos cinco, mais cinco filhos com três mulheres diferentes, ficando assim neste grupo aproximadamente 15 mulheres/esposas e 25 filhos de cada grupo de casamentos e tentativas de convívio, pois cada homem teria três esposas e as mulheres teriam três maridos, formando assim famílias fragmentadas e irmãos de pais diferentes.
Dessa maneira cada homem casou temporariamente com três mulheres, assim como as três mulheres casaram com três homens ficando cada casal com uma média de seis experiências. Sendo seis de cada lado e cada uma das experiências resultou em nove filhos. Juntando os dois lados do primeiro casal José e Maria que se casaram em 1950 já são... muiiiiiiiitos. Melhor parar.
Nem contei as sogras, as cunhadas e cunhados e muito menos os tios e primos, pois os meus dons matemáticos foram todos investidos na Lígia Fascioni, a primeira filha (minha é claro) que se formou Engenheira Eletricista aos 22 anos porque entende tudo de números.

Como você que me lê montaria nos tempos atuais uma árvore genealógica desse porte, com os casamentos e descasamentos que acontecem todos os dias?

(Só posso ter cabeça de camarão, pois não?)

Um comentário:

  1. Excelente e sobretudo verdadeira essa sua teoria, Clotilde! A coisa toda tem cara de ficção, pelo exagero bem-humorado que parece ter, mas é absolutamente real. Muito bem observado! Abraços.

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