domingo, 24 de janeiro de 2016

Cavalgando no Sonho...

                                                    Cavalgando no sonho...
Nem olhei para os lados, ansiosa por subir no lindo cavalo branco à minha frente.
Postei-me com certa agilidade e um pouco de ansiedade sobre ele e em seguida saímos no começo bem devagar para depois irmos aumentando a velocidade cada vez mais depressa até a maior disparada em busca de nossos sonhos reprimidos, eu e meu Corcel.
Mesmo que durante a infância nunca tenha subido no mais troncho alazão do carroceiro, este era o momento, tomei coragem e fui determinada.
Totalmente a vontade parecia que fazia esse passeio todos os dias, durante toda a minha vida, mas talvez depois dessa experiência me aventure mais vezes sem me preocupar com os olhares possíveis de reprovação. Não, não estou nem ai para isso.
 Principalmente porque naquele dia meu cavalo branco me passava tranquilidade e me aguentava fagueiro na sua cela trabalhada em arabescos.
Meus pés eram apoiados nos apoios de ferro, que me fogem o nome agora, junto à barriga do meu corcel ligeiro que de boca aberta ao vento mostrava seus fortes dentes.
Sua crina solta em ondas brilhantes me fazia viver o sonho de Pégasus e pensar no sonho de voar de verdade.
Por uns momentos fechei os olhos ouvindo a musica que vinha de algum lugar, mantendo aquela doce ilusão de cavalgar ao vento enquanto mantinha as rédeas quase soltas nas mãos.
Mas de repente, o sonho acabou e o corcel parou sem um só relincho. Atendendo a voz do homem que controlava o Carrossel do parque de diversões, soltei as rédeas e desci caminhando na direção da bilheteria para comprar mais um bilhete para mais uma viagem, desta vez irei montada no Alazão...


4 comentários:

  1. Amiga,Clotilde, viajo com voce e ate sinto o vento em meu rosto.peninha ter acordado. ..obrigada.bjs*****SUA FÃ.

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  2. Boa, Clotilde. Arruma um bilhete pra mim também. Como disse o Beto Guedes: sonhar já é alguma coisa a mais que não sonhar. Abraços!

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