quinta-feira, 6 de outubro de 2011

A Estrela

Como estamos na semana da criança aqui vai a minha homenagem  às  crianças que ainda guardam a ingenuidade e o sonho.

                                                       A Estrela


Bruna caminhava pela praia quando seu pezinho tocou em alguma coisa no chão;
Era uma pequena estrela do mar.
Muito contente com seu achado, levou-a para casa e colocou-a sobre a cômoda do seu quarto. Sua mãe que entrou logo em seguida, vendo a estrela do mar sobre o móvel, mandou que a jogasse fora.
Muito triste Bruna voltou à praia e a jogou no mar com os olhos cheios de lágrimas.
- É tão linda a minha estrela...
Sua avó que a tudo assistiu chamou-a para perto de si e explicou:
- Minha querida, essa estrela é um animal do mar, é um animal muito bonito, mas como todo animal, não deve ser retirado do lugar aonde vive, pois ele sofre e muitas vezes morre. O mar é o lugar dela, desse animal. Quando a estrela é retirada do mar ela morre. Isso, não é muito triste?
A menina confirmou sacudindo a cabeça levemente.
Como a menina continuava triste, e até um pouquinho emburrada, a avó resolveu lhe contar uma historinha.

Sabe Bruna, os pescadores contam para suas crianças que as estrelas não são nascidas no mar. Elas nascem lá no céu. E nas noites de lua cheia, elas ficam se espelhando no mar, porque são muito vaidosas e faceiras, só que se distraem muito e não percebem que começam a descer, e cada vez mais vão abaixando e se aproximando do mar para se espelharem melhor. Umas, até correm de um lado para o outro de tanta alegria, e nessa empolgação elas acabam caindo e passam a morar no mar. Mas aí vem a saudade e elas começam a correr no fundo do mar como faziam quando moravam no céu, querendo encontrar um modo de voltar, só que o céu é muito alto e elas não conseguem voar.
Então pedem para o mar levantar bem alto suas ondas e jogá-las de volta para o céu.
O mar vai tentando, vai tentando, até que um dia, num impulso mais forte, num empurrão maior, ele as joga bem para o alto e elas conseguem voar um pouco, mas só um pouco, e logo adiante vão cair na areia, então, de cansaço e tristeza, elas morrem.
Aí sim, elas voltam para o céu como alma de estrela novamente. E Deus dá a elas a forma de luz. Daí em diante elas permanecem lá para sempre como a gente vê. Uma luz bem brilhante que pisca de alegria, porque é feliz.
- Vovó, a minha estrela voltou para o céu? Agora ela é uma alma de luz em forma de estrela?
- Sim, minha querida; ela agora é uma luz bem bonita e brilhante lá no céu.
Então as duas continuaram caminhando pela areia da praia conversando, naquela tarde ensolarada.
Alguns dias depois a avó entregou para a Bruna, uma estrela feita de pano e enfeitada de pedrinhas brilhantes que a Tia Lili tinha feito para ela.
Agora sim, ela poderia brincar para sempre e ficar no lugar da sua estrela do mar que morreu.
Bruna ficou muito feliz, porque possuía uma estrela que brilhava e podia levar sempre junto com ela.


(O Direito Autoral desta história está registrado na Biblioteca Nacional do RJ)

2 comentários:

  1. Dª Clotilde,

    Passo aqui pra te deixar um beijo.
    Fica com Deus, querida, e se puder faça uma prece por mim.
    Não sei por que mas nesses dias pensei na senhora...
    Olegario.

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  2. Clotilde♥Fascioni7 de outubro de 2011 18:35

    Amigo Olegário, que Deus te abençoe, ilumine o teu caminho e te dê muita paz.♥ Que assim coisas boas te acontecerão.♥

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