Quem sou eu

Minha foto
Campinas , São Paulo , Brazil
Tenho mais de setenta anos, mãe de quatro e avó de seis, bisavó de dois e uma saudade eterna. Leonina humor sarcástico e irreverente. Gosto de ler, escrever, pintar, costurar, fotografar, não necessariamente nessa ordem. Gosto de observar e ouvir pessoas, suas histórias de vida que para mim são sempre interessantes e ricas de ensinamentos e só aumentam o meu conhecimento com respeito a viver. Acho bom e interessante olhar a nossa volta. É sobre isso que gosto de escrever.Gosto de cinema, assistir seriados na TV, teatro, viajar,passear,viajar,passear... conhecer lugares e bater papo sem compromisso. Gosto de olhar o mundo com olhos curiosos de quem acabou de chegar e quer se inteirar do que está "rolando".O nome escolhido "Espírito de Escritora" não tem a pretensão de mostrar aqui "grandes escritos" tirados das entranhas da sabedoria mais profunda e filosófica de alguém "letrado" ou sábio. Simplesmente equivale a dizer "escrever com alegria","escrever com espirituosidade".Tudo o que escrevo já está escrito dentro de mim, do meu eu mais profundo, só boto para fora... sei lá... Este é um lugar de desabafo e de reflexões minhas."Os bons que me sigam". (sabedoria do Chapolim Colorado)

sábado, 29 de maio de 2010

Vivendo no mundo de hoje



Ontem eu não estava nada bem, mas já passou.

Sempre que acontecem coisas, ou assisto cenas, ou vejo coisas que me surpreendem, e algumas vezes me chocam, fico pensando e repensando como uma cabra que rumina, até que me acalmo e sigo adiante. Antigamente eu falaria um monte a quem estivesse por perto para me desabafar, contar o que aconteceu, se aconteceu, com qualquer pessoa mesmo, podia ser um completo estranho eu falava, contava a minha vida e as minhas tristezas e até já fiz terapia muitos anos, o que me ajudou muito nisso. Falava um monte, até despejar tudo , vomitar tudo o que me embolava no estômago, agora não. Com os psicólogos aprendi a ver a situação sob vários ângulos, me ver e avaliar a situação "de fora".
Talvez por isso sempre ouvi e ouço atentamente as pessoas, as suas histórias de vida, sempre dou atenção total a quem me fala, e não me aborreço, eu sinto que a pessoa "precisa" falar e eu deixo, não vou resolver o problema, mas vou "dividir a alça da sacola" por alguns momentos e sei que vai fazer bem a ela, como fazia para mim. Fora que adoro histórias de vida.
Assim, pensando e ruminando cheguei a conclusão de como faz bem envelhecer.
Se os jovens soubessem disso não tratariam os mais velhos com tanto desprezo e descaso. Não se sentiriam deuses da sabedoria e nem seriam tão agressivos com palavras decoradas e repetidas da boca de outros da sua idade, e que na verdade não dizem nada, vomitam uma verborragia decorada e natural da inexperiência de suas vidas, totalmente sem fundamento e nem conteúdo do alto de seus "metroemeio". Falam da boca para fora o que está na moda dizerem, algumas vezes ilustrados por palavrões impensáveis há tempos atrás, vindo de quem vem.
Mas também já fui jovem, tinha ideias de como ser e como fazer, apesar dos tempos serem outros e que de acordo com a juventude, não servem mais para o mundo de agora; um mundo diferente e muito mais evoluído. E eu sou do tempo em que os mais velhos "eram os mais velhos" e deveriam pela ordem das coisas, serem respeitados como tal.
Mas continuo pensando que também já fui jovem, e também só via o que acontecia no meu quadrado de egoísmo, e no meu egocentrismo, também achava que as coisas deviam ser como eu pensava e não como aconteciam de verdade, que a lei das coisas devia seguir da forma que eu achava e não como acontecia. A diferença era que eu só achava, e não me aventurava a fazer ou enfrentar para mudar. Olhava o mundo até de forma insegura. Nunca fui corajosa de arriscar a contrariar as normas e conceitos da minha criação, e acho que ainda não sou muito corajosa, apesar de as vezes parecer aos que nunca me observaram direito.
Mas eu ainda jovem, já pensava que o mundo devia ser de paz, que as pessoas não deveriam brigar uns com os outros e nem comigo e me cobrarem coisas de mim que eu não tinha feito e muitas vezes nem sabia do que falavam, mas é assim, viver não é fácil e muitas vezes não gosto, vou vivendo "na marra".

Hoje não, tudo é muito diferente e eu estou generalizando, é claro. Na verdade estou um pouco assustada com o que vejo por ai, e ouço. Vejo na juventude de agora, espíritos rebeldes e seguros de si, cheios de certezas que nem posso dizer que são erradas, pois são as suas certezas, as certezas daqueles que estão chegando e demonstrando aquilo que trouxeram no bojo de outras vidas. Experiências que usarão neste novo mundo que está se formando como novo, chegando e se alojando numa velocidade que nossos (meus) sentidos já não acompanham. O mundo novo, ainda bem que já não estarei aqui para conhecê-lo pessoalmente, já ando assustada com o que estou vendo, acho que não aguentaria por muito tempo conviver com esse novo povo, que está chegando.  

Um comentário:

  1. Gostei muito Clotilde Fascionni. Publiquei teu Blog no Facebook.Espero muitos comentários, Você escreve naturalmente.Conversando.Amei. ...

    ResponderExcluir