Tempo: inimigo ou aliado?
Ontem durante o estudo do livro Nosso Lar, duas perguntas de ouvintes me chamaram a atenção:
"A mãe não perdeu tempo, visitando constantemente o filho no umbral?" e a outra:
"Por que, se Deus é tão bom e justo, deixa-nos sofrer tanto?" (pergunta típica para quem está chegando ao estudo).
Pode parecer que uma pergunta não tem nada a ver com a outra, mas no meu parecer tem, sim.
Se não, pense comigo;
Como todo mundo sabe o tempo só existe por que estamos num planeta e girando em torno do sol. Se sairmos da crosta e ficarmos "soltos no espaço infinito", o tempo não existe pois não haverão os parâmetros que conhecemos, no caso, os movimentos da terra em torno de si mesma e do sol ( só para lembrar da lição de casa).
Bom, dito isto, pensemos que se abstrairmos (tirarmos ele como modelo/parâmetro) o tempo, e pensarmos só em eternidade, o "tempo", que a mãe de André Luiz (1ª pergunta) visitou ele no umbral não existiu, isso sem falar que a mãe dele não era uma mãe qualquer, era um espírito mais evoluído, que ja vinha reencarnando junto, talvez em muitas experiências para ajudá-lo (abstraia o tempo novamente). Ela nem era uma mãe qualquer ou comum, era antes de tudo, um espírito amigo, afim, apenas isso. Estava mãe nessa última existência por necessidade que assim fosse, pelo "combinado".
Estes sentimentos alimentados e multiplicados por experiências de convivências como mãe/filho, amada/amante,amiga/amigo, têm outro contexto na espiritualidade. São sentimentos maiores, que se completam e se complementam em cada experiência, em cada tarefa cumprida. Daí que, simplificando; quando se faz algo em benefício de alguém por prazer, com alegria, com o coração pleno de amor, só sentimos o prazer de servir, de diminuir o sofrimento, de alimentar, descedentar e proporcionar conforto, e isso para quem faz, não sente o tempo passar, o tempo não existe, não doi. O tempo simplesmente PARA.
E onde entra o tempo para a segunda pergunta?
Pois é, tudo que escrevi acima ja explica por que Deus sendo bom deixa-nos "sofrer". É preciso aprender e esperar (voltando o tempo como parâmetro) amadurecer/evoluir para entender de verdade porque ainda temos dificuldade de compreender que não fomos criados ontem, depois da novela das oito. Já percorremos o tempo, há um bom tempo (!?). Já estamos, já somos desde que o mundo foi criado e muitos, muito antes.
Realmente, como o André Luiz Ruiz falou ontem para mim, fica difícil avaliar o NOSSO TEMPO sem as medidas da terra, sem os parâmetros que conhecemos, mas continuo procurando abstrair, isolar o tempo do meu raciocínio para entender de verdade, a bondade Divina. Por isso não tenho pressa, não me aflijo com a minha ignorância, pois acho que o meu tempo é o MEU, e cada um tem o seu. Se observarmos o andar das pessoas, da natureza e dos bichos de toda ordem, cada um têm o seu tempo, assim temos os nosso. Não adianta mandar acelerar...
Pôxa, saímos do zero, da centelha Divina, e viemos "caminhando" pela "estrada" da evolução, andando por um bom período às cegas ( lembrando bem, nunca sozinhos), mas a criação Divina não pára, isso quer dizer que têm muita gente na minha frente me mostrando o caminho
( muitos estão chegando agora) muitos ainda, estão com farolete na mão iluminando a estrada daqueles que O querem seguir, e a fila anda sem parar.
Daí, para mim, fica muito claro que se escolhemos seguir os que não têm luz, a "culpa" é nossa, mas como somos eternos, ainda temos o nosso tempo de entendimento, amadurecimento e evolução mas precisamos enquanto isso, exercitar a paciência de esperar a nossa hora a nossa vez, até de compreendermos o mecanismo da VIDA.
Aqui você vai encontrar assuntos diversos de acordo com o meu estado de espírito: alegre, triste eventualmente, muito raramente com raiva, porém geralmente com uma pitada de irreverência.
Quem sou eu
- Clotilde ♥ Fascioni
- Campinas , São Paulo , Brazil
- Tenho mais de setenta anos, mãe de quatro e avó de seis, bisavó de dois e uma saudade eterna. Leonina humor sarcástico e irreverente. Gosto de ler, escrever, pintar, costurar, fotografar, não necessariamente nessa ordem. Gosto de observar e ouvir pessoas, suas histórias de vida que para mim são sempre interessantes e ricas de ensinamentos e só aumentam o meu conhecimento com respeito a viver. Acho bom e interessante olhar a nossa volta. É sobre isso que gosto de escrever.Gosto de cinema, assistir seriados na TV, teatro, viajar,passear,viajar,passear... conhecer lugares e bater papo sem compromisso. Gosto de olhar o mundo com olhos curiosos de quem acabou de chegar e quer se inteirar do que está "rolando".O nome escolhido "Espírito de Escritora" não tem a pretensão de mostrar aqui "grandes escritos" tirados das entranhas da sabedoria mais profunda e filosófica de alguém "letrado" ou sábio. Simplesmente equivale a dizer "escrever com alegria","escrever com espirituosidade".Tudo o que escrevo já está escrito dentro de mim, do meu eu mais profundo, só boto para fora... sei lá... Este é um lugar de desabafo e de reflexões minhas."Os bons que me sigam". (sabedoria do Chapolim Colorado)
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Tempo;inimigo ou aliado
Tempo: inimigo ou aliado?
Ontem durante o estudo do livro Nosso Lar, duas perguntas de ouvintes me chamaram a atenção:
"A mãe não perdeu tempo, visitando constantemente o filho no umbral?" e a outra:
"Por que, se Deus é tão bom e justo, deixa-nos sofrer tanto?" (pergunta típica para quem está chegando ao estudo).
Pode parecer que uma pergunta não tem nada a ver com a outra, mas no meu parecer tem, sim.
Se não, pense comigo;
Como todo mundo sabe o tempo só existe por que estamos num planeta e girando em torno do sol. Se sairmos da crosta e ficarmos "soltos no espaço infinito", o tempo não existe pois não haverão os parâmetros que conhecemos, no caso, os movimentos da terra em torno de si mesma e do sol ( só para lembrar da lição de casa).
Bom, dito isto, pensemos que se abstrairmos (tirarmos ele como modelo/parâmetro) o tempo, e pensarmos só em eternidade, o "tempo", que a mãe de André Luiz (1ª pergunta) visitou ele no umbral não existiu, isso sem falar que a mãe dele não era uma mãe qualquer, era um espírito mais evoluído, que ja vinha reencarnando junto, talvez em muitas experiências para ajudá-lo (abstraia o tempo novamente). Ela nem era uma mãe qualquer ou comum, era antes de tudo, um espírito amigo, afim, apenas isso. Estava mãe nessa última existência por necessidade que assim fosse, pelo "combinado".
Estes sentimentos alimentados e multiplicados por experiências de convivências como mãe/filho, amada/amante,amiga/amigo, têm outro contexto na espiritualidade. São sentimentos maiores, que se completam e se complementam em cada experiência, em cada tarefa cumprida. Daí que, simplificando; quando se faz algo em benefício de alguém por prazer, com alegria, com o coração pleno de amor, só sentimos o prazer de servir, de diminuir o sofrimento, de alimentar, descedentar e proporcionar conforto, e isso para quem faz, não sente o tempo passar, o tempo não existe, não doi. O tempo simplesmente PARA.
E onde entra o tempo para a segunda pergunta?
Pois é, tudo que escrevi acima ja explica por que Deus sendo bom deixa-nos "sofrer". É preciso aprender e esperar (voltando o tempo como parâmetro) amadurecer/evoluir para entender de verdade porque ainda temos dificuldade de compreender que não fomos criados ontem, depois da novela das oito. Já percorremos o tempo, há um bom tempo (!?). Já estamos, já somos desde que o mundo foi criado e muitos, muito antes.
Realmente, como o André Luiz Ruiz falou ontem para mim, fica difícil avaliar o NOSSO TEMPO sem as medidas da terra, sem os parâmetros que conhecemos, mas continuo procurando abstrair, isolar o tempo do meu raciocínio para entender de verdade, a bondade Divina. Por isso não tenho pressa, não me aflijo com a minha ignorância, pois acho que o meu tempo é o MEU, e cada um tem o seu. Se observarmos o andar das pessoas, da natureza e dos bichos de toda ordem, cada um têm o seu tempo, assim temos os nosso. Não adianta mandar acelerar...
Pôxa, saímos do zero, da centelha Divina, e viemos "caminhando" pela "estrada" da evolução, andando por um bom período às cegas ( lembrando bem, nunca sozinhos), mas a criação Divina não pára, isso quer dizer que têm muita gente na minha frente me mostrando o caminho
( muitos estão chegando agora) muitos ainda, estão com farolete na mão iluminando a estrada daqueles que O querem seguir, e a fila anda sem parar.
Daí, para mim, fica muito claro que se escolhemos seguir os que não têm luz, a "culpa" é nossa, mas como somos eternos, ainda temos o nosso tempo de entendimento, amadurecimento e evolução mas precisamos enquanto isso, exercitar a paciência de esperar a nossa hora a nossa vez, até de compreendermos o mecanismo da VIDA.
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