Quem sou eu

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Campinas , São Paulo , Brazil
Tenho mais de setenta anos, mãe de quatro e avó de seis, bisavó de dois e uma saudade eterna. Leonina humor sarcástico e irreverente. Gosto de ler, escrever, pintar, costurar, fotografar, não necessariamente nessa ordem. Gosto de observar e ouvir pessoas, suas histórias de vida que para mim são sempre interessantes e ricas de ensinamentos e só aumentam o meu conhecimento com respeito a viver. Acho bom e interessante olhar a nossa volta. É sobre isso que gosto de escrever.Gosto de cinema, assistir seriados na TV, teatro, viajar,passear,viajar,passear... conhecer lugares e bater papo sem compromisso. Gosto de olhar o mundo com olhos curiosos de quem acabou de chegar e quer se inteirar do que está "rolando".O nome escolhido "Espírito de Escritora" não tem a pretensão de mostrar aqui "grandes escritos" tirados das entranhas da sabedoria mais profunda e filosófica de alguém "letrado" ou sábio. Simplesmente equivale a dizer "escrever com alegria","escrever com espirituosidade".Tudo o que escrevo já está escrito dentro de mim, do meu eu mais profundo, só boto para fora... sei lá... Este é um lugar de desabafo e de reflexões minhas."Os bons que me sigam". (sabedoria do Chapolim Colorado)
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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Pobre de espírito

A virada de cada um.
Acabei de assistir no Facebook um video do Yotube que mostra um jovem carioca na praia de Jurerê Internacional ( a notícia vem de um noticiário de Porto Alegre) rasgando notas de vinte reais e esnobando a sua pobre riqueza moral, enquanto outros morrem sem ter dinheiro para comprar um pão para matar a fome. Dirão os mais céticos:
 - Isso é da vida, não podemos mudar o mundo...-
Mas não dá para ficar insensível a um quadro destes, é chocante!
Essa criatura pobre de espírito, infelizmente, para aprender, ainda vai comer muito resto de lixo por conta do mau uso do dinheiro que ele se diz possuidor. E isso não é praga e nem castigo, é da Lei de Deus, o conhecido resultado do plantio. “Não há efeito sem causa”. É impossível não colher o que plantou nessa vida, seja nessa ou noutra encarnação e ele é jovem ainda e tem muita vida pela frente. Triste espetáculo. Paralelo ao depoimento “feliz em ser rico” que ele fez, acobertado por outros “tolos infelizes” que o acompanhavam, o vídeo mostra as misérias humanas que estão pelo mundo. A miséria e a fome de zilhões de pessoas que vivem de forma sub humana enquanto essa criatura esnoba a sua condição financeira. Dá para imaginar que este pensamento faça parte da criação que recebeu em casa, de seus parentes e amigos do seu círculo social.
Olhando pela ótica espírita eles tiveram a chance de usufruir de conforto e fartura, mas não sabem dividir e amenizar a fome de criaturas que provavelmente até já foram como ele é, e agora estão do “outro lado” para aprender.
É necessário que assim seja...
Por outro lado, não podemos julgar é claro, mas podemos lamentar, com certeza.
Ser rico não é uma benção que Deus ofereceu para alguns, mas uma responsabilidade muito grande na aplicação e uso dos bems que vieram em suas mãos.
Ninguém nasce rico, ou fica rico impunemente, há uma tarefa a cumprir.
Me senti muito triste com o que o depoimento desse moço que se identifica como Marcão e até revoltada ao ver quanto desperdício de vida e de atitude. Ele faria melhor se tivesse ficado calado. Deu um triste e infeliz espetáculo de pobreza de espírito.

Quantos pães se compra com o preço de um champanhe francês?