Quem sou eu

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Tenho mais de setenta anos, mãe de quatro e avó de seis, bisavó de dois e uma saudade eterna. Leonina humor sarcástico e irreverente. Gosto de ler, escrever, pintar, costurar, fotografar, não necessariamente nessa ordem. Gosto de observar e ouvir pessoas, suas histórias de vida que para mim são sempre interessantes e ricas de ensinamentos e só aumentam o meu conhecimento com respeito a viver. Acho bom e interessante olhar a nossa volta. É sobre isso que gosto de escrever.Gosto de cinema, assistir seriados na TV, teatro, viajar,passear,viajar,passear... conhecer lugares e bater papo sem compromisso. Gosto de olhar o mundo com olhos curiosos de quem acabou de chegar e quer se inteirar do que está "rolando".O nome escolhido "Espírito de Escritora" não tem a pretensão de mostrar aqui "grandes escritos" tirados das entranhas da sabedoria mais profunda e filosófica de alguém "letrado" ou sábio. Simplesmente equivale a dizer "escrever com alegria","escrever com espirituosidade".Tudo o que escrevo já está escrito dentro de mim, do meu eu mais profundo, só boto para fora... sei lá... Este é um lugar de desabafo e de reflexões minhas."Os bons que me sigam". (sabedoria do Chapolim Colorado)
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quinta-feira, 28 de abril de 2011

Sangue Azul?



                                                          Sangue azul

Em tempos de casamento na monarquia Inglesa, a agitação, o "frisson" tomam conta do mundo e vem à tona uma série de conjecturas relativas ao evento, entre elas o que é nobreza, o que é sangue azul, o que é ser nobre.


Primeiro que o fascínio que o evento causa entre os pobres mortais plebeus vem dos contos de fadas e histórias que ouvimos na nossa infância, leia-se lavagem cerebral.
A Bela Adormecida, Cinderela, Branca de Neve etc.  belos personagens da monarquia, príncipes e princesas, duques e duquesas, barões e baronesas, que no final da história viviam “felizes para sempre”.
Por mais moderno e avançado que esteja o mundo hoje em dia, ainda contamos estas mesmas historinhas para  as crianças e com isso continuamos levando no inconsciente, mesmo adultos, a fantasia dos contos de fadas e esta grande frase que vai conosco pela vida a fora: FELIZES PARA SEMPRE. 


Queremos ser felizes como foram os personagens que povoaram nossa infância e por que não? Porém esquecemos o quanto foram tristes e infelizes essas criaturas até encontrarem a tal felicidade da historinha.
E o principal ensinamento para a vida real que não destacaram para nós aqueles leram ou contaram as histórias, é de que precisamos plantar para colher, dar para receber e ser pacientes para merecer.
Todas as historinhas trazem implícitos ensinamentos que se bem absorvidos dão-nos a dica de que nada cai do céu, muito menos a FELICIDADE.
Ela precisa ser conquistada.


Não podemos esquecer que “sangue azul” trazemos DENTRO de nós, assim como o vermelho, representado pelos ensinamentos que nossos pais e educadores nos deram, nos mostrando os reais valores da vida.
A nobreza é aquela aura mágica que envolve alguns seres humanos e que não tem dinheiro nenhum que compre ou pague, pois vêm de muitas e muitas reencarnações, muito “joelho ralado”, muito calo nas mãos e muita fome de justiça. Na maioria das vezes só aprendemos assim, infelizmente.

E finalmente o que é ser nobre?
Ser nobre é ser grande sem perder a humildade, é ser um Chico Xavier, uma irmã Dulce, um João Paulo II, uma Madre Thereza de Calcutá e muitos outros tão mais nobres (se é que é possível) que nem sabemos seus nomes.


E viva esses Reis!!! E viva essas Rainhas!!!