Quem sou eu

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Campinas , São Paulo , Brazil
Tenho mais de setenta anos, mãe de quatro e avó de seis, bisavó de dois e uma saudade eterna. Leonina humor sarcástico e irreverente. Gosto de ler, escrever, pintar, costurar, fotografar, não necessariamente nessa ordem. Gosto de observar e ouvir pessoas, suas histórias de vida que para mim são sempre interessantes e ricas de ensinamentos e só aumentam o meu conhecimento com respeito a viver. Acho bom e interessante olhar a nossa volta. É sobre isso que gosto de escrever.Gosto de cinema, assistir seriados na TV, teatro, viajar,passear,viajar,passear... conhecer lugares e bater papo sem compromisso. Gosto de olhar o mundo com olhos curiosos de quem acabou de chegar e quer se inteirar do que está "rolando".O nome escolhido "Espírito de Escritora" não tem a pretensão de mostrar aqui "grandes escritos" tirados das entranhas da sabedoria mais profunda e filosófica de alguém "letrado" ou sábio. Simplesmente equivale a dizer "escrever com alegria","escrever com espirituosidade".Tudo o que escrevo já está escrito dentro de mim, do meu eu mais profundo, só boto para fora... sei lá... Este é um lugar de desabafo e de reflexões minhas."Os bons que me sigam". (sabedoria do Chapolim Colorado)
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domingo, 7 de fevereiro de 2010

O problema é de quem vê assim.

Hoje após ouvir um programa de tevê, comecei a filosofar com as minhas havaianas, dai deu nisso. Até porque sou como Voltaire. " Não concordo com uma palavra do que dizes, mas defenderei até o ultimo instante seu direito de dizê-la."
















"O problema é dele (a).
O problema é de quem vê assim."



Tenho ouvido essas frases de muitas pessoas do meu convivio, também as espíritas, e até de gente de televisão; quando se fala ou se faz um comentário sobre alguma atitude de alguém.
(No caso estava comentando sobre uma apresentação de tv).


Acho estranho que se diga isso assim, "lavando as mãos".
Penso que se uma pessoa atua publicamente de uma maneira que a meu ver ficaria melhor de outra maneira, para a própria pessoa em questão, é claro, não vejo nada de mal em comentar,  em dizer o que penso, então por que fico com a sensação de que estou me metendo onde não devo, criticando irresponsavelmente, que não tenho o direito e as vezes o dever de opinar, ao ouvir essa resposta:

"problema é de quem vê assim", "problema é dele(a)".


Ou seja; o problema é meu, que estou vendo assim e não tenho nada com isso.


Ô carapálida, que problema? Não tem problema, é só uma opinião, um papo-cabeça, ora.


Se essa pessoa pública, hipotéticamente falando, está se expondo para ser vista e assitida por mim e pelo mundo todo, por que eu é que não posso opinar sobre a situação com uma pessoa do meu convívio? Isso é fazer julgamento? É denegrir um trabalho?


Estranho porque, que se a função exercida pela pessoa em questão é se expor, porque devo achar que TUDO que ela faz e do jeito que faz está ótimo? Por que é visto minha forma de pensar como uma crítica, se a meu ver é só a minha opinião, a minha posição a respeito de algo que de alguma forma veio até a mim, eu posso ou não concordar, gostar ou até mesmo criticar sim! Opinar que deveria ser de forma diferente, quem se expõe, se expõe já sabendo disso, ou pelo menos deveria entender o real significado da palavra unanimidade.
E porque outros preferem ficar "em cima do muro" não dando opinião? Me parece que é para ficar bem com todo mundo, como uma pessoa que não critica nada e nem "julga" ninguém, é a "boazinha".
Só que eu vejo também essa posição, tão "infeliz" quanto a que critica sem argumentos, só por criticar. Não se posiciona porque na verdade critica tudo e a todos o tempo todo, só "que lá por dentro". Ésta, a meu ver, é sim, uma pessoa altamente crítica, a que "julga" o tempo todo e todo mundo.

Na vida de relação cada um pensa e faz do seu jeito, mas temos também a liberdade principalmente de discordar dos que se propõe a se expor publicamente.