O valor das coisas
NOVA YORK, EUA — A famosa "Peregrina", pérola única do século XVI que fazia parte da coleção da atriz Elizabeth Taylor, foi arrematada nesta terça-feira, em Nova York, por 11,84 milhões de dólares, um recorde mundial para este tipo de joia.
Uma coisa que sempre me intriga, é o valor que dão, e o preço coisas. É impressionante saber de uma informação dessas acima; 11,84 milhões de dólares, quequéisso?
Como pode acontecer uma coisa dessas? Alguém dispor de um dinheiro desses assim, para um objeto?
Eu sempre gostei de arte de um modo geral principalmente a arte construída com as mãos, pés, boca e demais habilidades, revertidas em pinturas esculturas e objetos.
Acho linda uma jóia bem elaborada, às vezes até pelo minimalismo e simplicidade da peça, que geralmente exalta a criatividade artística do autor, porém quem dá o real valor monetário à peça? A assinatura do design, o material empregado ou o nome da celebridade?
Provavelmente tudo junto, porém repito; quem será que dá o real valor à peça? A obra de arte?
Para mim sempre fica parecendo que estes valores afrontosos são inflacionados pelos “atravessadores”. É muito triste ver, numa época de fome e recessão mundial, como alguém pode se dar ao desprendimento de comprar algo tão pequeno por tanto dinheiro?
Não falo só dessa peça, mas de algumas telas, esculturas e tantos outros objetos que a meu ver, ignorante como sou, valeriam pela beleza e criação, apenas isso, sem excessos.
E se canalizassem esses valores para construir hospitais, criar espaços de recuperação de dependência de toda ordem, já que parece que o mal maior do mundo atual sejam as dependências de toda ordem? Poderiam canalizar uma parte desse dinheiro para pesquisas sérias que possam fazer a diferença no progresso mundial e na educação primorosa em todos os níveis, priorizando a educação ecológica com o fito de preservação do planeta e etc.
Sei lá, fico aqui pensando; quanto desperdício direcionado para tão pequeno objeto que ficará guardado num cofre a sete chaves até que o atual dono, cansado dele, resolva leiloá-lo novamente, talvez para ser incensado mais um pouco enquanto “valer” a notícia, para se destacar como proprietário de algo que ninguém tem, só ele, “elezinho”.
Eu tenho...você não te...emm..
AFF, que pobreza!!!

