Quem sou eu

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Tenho mais de setenta anos, mãe de quatro e avó de seis, bisavó de dois e uma saudade eterna. Leonina humor sarcástico e irreverente. Gosto de ler, escrever, pintar, costurar, fotografar, não necessariamente nessa ordem. Gosto de observar e ouvir pessoas, suas histórias de vida que para mim são sempre interessantes e ricas de ensinamentos e só aumentam o meu conhecimento com respeito a viver. Acho bom e interessante olhar a nossa volta. É sobre isso que gosto de escrever.Gosto de cinema, assistir seriados na TV, teatro, viajar,passear,viajar,passear... conhecer lugares e bater papo sem compromisso. Gosto de olhar o mundo com olhos curiosos de quem acabou de chegar e quer se inteirar do que está "rolando".O nome escolhido "Espírito de Escritora" não tem a pretensão de mostrar aqui "grandes escritos" tirados das entranhas da sabedoria mais profunda e filosófica de alguém "letrado" ou sábio. Simplesmente equivale a dizer "escrever com alegria","escrever com espirituosidade".Tudo o que escrevo já está escrito dentro de mim, do meu eu mais profundo, só boto para fora... sei lá... Este é um lugar de desabafo e de reflexões minhas."Os bons que me sigam". (sabedoria do Chapolim Colorado)
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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

O Valor das Coisas

O valor das coisas



NOVA YORK, EUA — A famosa "Peregrina", pérola única do século XVI que fazia parte da coleção da atriz Elizabeth Taylor, foi arrematada nesta terça-feira, em Nova York, por 11,84 milhões de dólares, um recorde mundial para este tipo de joia.

Uma coisa que sempre me intriga, é o valor que dão, e o preço coisas. É impressionante saber de uma informação dessas acima; 11,84 milhões de dólares, quequéisso?
Como pode acontecer uma coisa dessas? Alguém dispor de um dinheiro desses assim, para um objeto?
Eu sempre gostei de arte de um modo geral principalmente a arte construída com as mãos, pés, boca e demais habilidades, revertidas em pinturas esculturas e objetos.
Acho linda uma jóia bem elaborada, às vezes até pelo minimalismo e simplicidade da peça, que geralmente exalta a criatividade artística do autor, porém quem dá o real valor monetário à peça? A assinatura do design, o material empregado ou o nome da celebridade?
Provavelmente tudo junto, porém repito; quem será que dá o real valor à peça? A obra de arte?
Para mim sempre fica parecendo que estes valores afrontosos são inflacionados pelos “atravessadores”. É muito triste ver, numa época de fome e recessão mundial, como alguém pode se dar ao desprendimento de comprar algo tão pequeno por tanto dinheiro?
Não falo só dessa peça, mas de algumas telas, esculturas e tantos outros objetos que a meu ver, ignorante como sou, valeriam pela beleza e criação, apenas isso, sem excessos.
E se canalizassem esses valores para construir hospitais, criar espaços de recuperação de dependência de toda ordem, já que parece que o mal maior do mundo atual sejam as dependências de toda ordem? Poderiam canalizar uma parte desse dinheiro para pesquisas sérias que possam fazer a diferença no progresso mundial e na educação primorosa em todos os níveis, priorizando a educação ecológica com o fito de preservação do planeta e etc.
Sei lá, fico aqui pensando; quanto desperdício direcionado para tão pequeno objeto que ficará guardado num cofre a sete chaves até que o atual dono, cansado dele, resolva leiloá-lo novamente, talvez para ser incensado mais um pouco enquanto “valer” a notícia, para se destacar como proprietário de algo que ninguém tem, só ele, “elezinho”.
Eu tenho...você não te...emm..
AFF, que pobreza!!!