Quem sou eu

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Campinas , São Paulo , Brazil
Tenho mais de setenta anos, mãe de quatro e avó de seis, bisavó de dois e uma saudade eterna. Leonina humor sarcástico e irreverente. Gosto de ler, escrever, pintar, costurar, fotografar, não necessariamente nessa ordem. Gosto de observar e ouvir pessoas, suas histórias de vida que para mim são sempre interessantes e ricas de ensinamentos e só aumentam o meu conhecimento com respeito a viver. Acho bom e interessante olhar a nossa volta. É sobre isso que gosto de escrever.Gosto de cinema, assistir seriados na TV, teatro, viajar,passear,viajar,passear... conhecer lugares e bater papo sem compromisso. Gosto de olhar o mundo com olhos curiosos de quem acabou de chegar e quer se inteirar do que está "rolando".O nome escolhido "Espírito de Escritora" não tem a pretensão de mostrar aqui "grandes escritos" tirados das entranhas da sabedoria mais profunda e filosófica de alguém "letrado" ou sábio. Simplesmente equivale a dizer "escrever com alegria","escrever com espirituosidade".Tudo o que escrevo já está escrito dentro de mim, do meu eu mais profundo, só boto para fora... sei lá... Este é um lugar de desabafo e de reflexões minhas."Os bons que me sigam". (sabedoria do Chapolim Colorado)
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domingo, 22 de janeiro de 2012

Mais um continho de número 4

                        Mais um continho de três palavras
                        escolhidas aleatoriamente no dicionário.
                      Argumento – espostejar - parótidas.
Durante o dia todo a mulher não largou do pé do marido para ele ir até o mercado de peixe, comprar peixe. Sim, ela poderia querer camarões ou outros frutos do mar, mas não, ela queria peixe. Usou de todos os argumentos pensáveis para demovê-lo da idéia de catar uma galinha lá dentro do galinheiro e após uma rodada do corpo da bichinha no ar, destroncar seu pescoço e jogá-la sobre a pia da cozinha. Assim ela teria que ferver água, jogar sobre as penas e arrancá-las antes que esfriasse para logo em seguida esquartejá-la. Não, nem pensar! Estava há dias pensando em comer um peixe bom, um peixe grande e ele ali sentado à sombra da parreira de chuchu sem fazer nada, só pensando na vida. Para ele não havia ARGUMENTO que o fizesse mudar de idéia; não naquele dia. Resolvida a não deixar para o dia seguinte saiu de casa antes das cinco horas e tomou a direção do mercado de peixes.
Naquela noite ao sentar-se à mesa para jantar o homem não pode evitar sentir as PARÓTIDAS intumescerem e a boca encher de saliva quando sentiu o delicioso cheiro do prato de sabor marinho na sua frente.
No final ela bem que gostou de ter ido pessoalmente ao mercado pois o vendedor fez a delicadeza de ESPOSTEJAR o peixe.