Quem sou eu

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Tenho mais de setenta anos, mãe de quatro e avó de seis, bisavó de dois e uma saudade eterna. Leonina humor sarcástico e irreverente. Gosto de ler, escrever, pintar, costurar, fotografar, não necessariamente nessa ordem. Gosto de observar e ouvir pessoas, suas histórias de vida que para mim são sempre interessantes e ricas de ensinamentos e só aumentam o meu conhecimento com respeito a viver. Acho bom e interessante olhar a nossa volta. É sobre isso que gosto de escrever.Gosto de cinema, assistir seriados na TV, teatro, viajar,passear,viajar,passear... conhecer lugares e bater papo sem compromisso. Gosto de olhar o mundo com olhos curiosos de quem acabou de chegar e quer se inteirar do que está "rolando".O nome escolhido "Espírito de Escritora" não tem a pretensão de mostrar aqui "grandes escritos" tirados das entranhas da sabedoria mais profunda e filosófica de alguém "letrado" ou sábio. Simplesmente equivale a dizer "escrever com alegria","escrever com espirituosidade".Tudo o que escrevo já está escrito dentro de mim, do meu eu mais profundo, só boto para fora... sei lá... Este é um lugar de desabafo e de reflexões minhas."Os bons que me sigam". (sabedoria do Chapolim Colorado)

domingo, 6 de abril de 2014

Romantismo à moda antiga

                                                 Romantismo à moda antiga.
Saí a caminhar sem rumo entre as árvores que sombreavam o parque formando um pequeno e denso bosque. Foi quando me deparei com o tradicional coração que abrigava duas letras maiúsculas, entalhado no tronco de uma bela árvore.
Parei para observar melhor e identifiquei as letras “B” e “A”.
Continuei minha andança e mais adiante vi mais um coração entalhado abraçando dessa vez as letras “B” e “D”.
Sem me fixar muito em detalhes por um momento, romanticamente fui em busca de mais corações amorosos onde casais pretensamente apaixonados deixaram suas letras talhadas cirurgicamente nos troncos de árvores anônimas deixando uma cicatriz tristemente dolorosa, e qual não foi minha surpresa ao encontrar muitos corações e todos começavam com a letra “B” e cuja “caligrafia” era muito semelhante.
Observando analiticamente só pude deduzir que:
Como não se usa mais cravar corações em árvores, pois isso já caiu de moda faz tempo, que essa pessoa deve ser “antiga” do tempo em que andavam carregando canivetes no bolso para “picar fumo” e cravar corações e letras em árvores.
Sabe-se hoje em dia que não é politicamente correto fazer isso em árvores, pois elas sentem dor (à sua moda, mas sentem) e podem a partir dessas marcas, criar fungos e demais doenças que as matarão, com certeza.
E finalmente depois de muitas conjecturas a respeito da ecologia deduzi que “B” é o que se chama vulgarmente de “penosa doméstica que cacareja” e leva todas as suas conquistas naquele bosque onde deve ter a mesma conversa fiada há anos e está principalmente transgredindo o ecossistema usando artifício antigo e fora de moda e no caso dele, parece falso, repetitivo, sem criatividade, para iludir suas conquistas com amor eterno.
Aff! Pronto, mandei todo o romantismo para as cucuias...
Tempos modernos, hahahah...
(imagem da internet)

4 comentários:

  1. Concordo, Clotilde. Esse ser anacrônico precisa tomar jeito, ou precisam dar um jeito nele. Só que você imagina B como sendo uma galinha, enquanto que pode ser um garanhão, vai saber... De qualquer forma, precisa de um corretivo! Abraços pra você.

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  2. Imagino um garanhão que quis mostrar suas habilidades. Ou quem sabe um sonhador ? Mas, hoje há um cuidado maior com esta diversão.
    Abraços, amiga
    Angela

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  3. Aahahaahahahahahah.... a última é a mais provável....rsrsrsrsrsr

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  4. Com todas as facilidades que os apaixonados tem atualmente, de externar sua paixão a alguém, ficar ferindo as escassas e inocentes arvorezinhas pode levar a condenação de ecológico, além de "old fashioned". E convenhamos, que usar o Facebook, Whatsapp ou Skype é mais chique que usar canivete...hahahaha...

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