Quem sou eu

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Campinas , São Paulo , Brazil
Tenho mais de setenta anos, mãe de quatro e avó de seis, bisavó de dois e uma saudade eterna. Leonina humor sarcástico e irreverente. Gosto de ler, escrever, pintar, costurar, fotografar, não necessariamente nessa ordem. Gosto de observar e ouvir pessoas, suas histórias de vida que para mim são sempre interessantes e ricas de ensinamentos e só aumentam o meu conhecimento com respeito a viver. Acho bom e interessante olhar a nossa volta. É sobre isso que gosto de escrever.Gosto de cinema, assistir seriados na TV, teatro, viajar,passear,viajar,passear... conhecer lugares e bater papo sem compromisso. Gosto de olhar o mundo com olhos curiosos de quem acabou de chegar e quer se inteirar do que está "rolando".O nome escolhido "Espírito de Escritora" não tem a pretensão de mostrar aqui "grandes escritos" tirados das entranhas da sabedoria mais profunda e filosófica de alguém "letrado" ou sábio. Simplesmente equivale a dizer "escrever com alegria","escrever com espirituosidade".Tudo o que escrevo já está escrito dentro de mim, do meu eu mais profundo, só boto para fora... sei lá... Este é um lugar de desabafo e de reflexões minhas."Os bons que me sigam". (sabedoria do Chapolim Colorado)

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Velhos Amigos...




                                          Velhos Amigos...
Baco é meu cachorro-neto de 7 anos. Só falta falar, talvez nem falte, tanto que resmunga reivindicando suas vontades. É um folgado, dorme pelos sofás e vive de afagos e coçadinhas na barriga que cresce cada vez mais de tantos mimos.
Outro dia saímos, ele e eu, a passear pelo condomínio, lugar agradável, arborizado e ajardinado por onde passeia várias vezes ao dia, principalmente para correr atrás de todo mundo, principalmente para os entregadores de moto causando irritação sempre . Acho que não aprecia o ronco dos motores.Mesmo ele identificando os vizinhos, ele late enlouquecido para "conversar" em latidos. Acho que o negócio dele é transgredir para ser visto e reconhecido, para ganhar um "oi"; atitude de muito humano que a gente conhece. "Falem o que quiserem , mas falem de mim".
Pois como eu dizia, saímos em caminhada entre o sol e a sombra, num agradável passeio quando ele encontrou pelo caminho seu amigo Agenor, um cão pastor, capa preta, um tanto cabisbaixo e desanimado.
Baco então perguntou a ele o motivo do desânimo e ele contou que estava um tanto triste, preocupado e contou que ele e mais dois amigos, o Thor e o Narciso, se reuniram para assistir pela televisão o final da Copa do Mundo na Rússia entre a França e a Croácia, só que o amigo Thor, lá pelas tantas, começou a passar mal, ele já tem quase 20 anos, não é tão jovem, e quando mais o jogo se desenrolava, um gol daqui outro de lá e Thor foi ficando ofegante até que deu um treco e desmaiou, amolecendo as longas orelhas, ficando de lábios esbranquiçados, deixando todos aflitos com o inusitado. Levado às pressas ao veterinário, foi reanimado, tomou oxigênio, soro, essas coisas que fazem na emergência. Dai quando ficou melhor e mais fortalecido  explicou que como ele era multirracial, se identificava com os dois times como pátria dele e foi ficando angustiado em torcer ora por um time ora por outro, assim acabou enfartando. Agora está em repouso e tratamento. Aliais estou indo visitá-lo vamos?

E lá foram os dois amigos visitar o amigo torcedor indeciso... ;)

Um comentário:

  1. Não sabia que o Otávio tinha um amigo! Muito legal, o Baco e o texto. Abraços, Clotilde.

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