Quem sou eu

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Tenho mais de setenta anos, mãe de quatro e avó de seis, bisavó de dois e uma saudade eterna. Leonina humor sarcástico e irreverente. Gosto de ler, escrever, pintar, costurar, fotografar, não necessariamente nessa ordem. Gosto de observar e ouvir pessoas, suas histórias de vida que para mim são sempre interessantes e ricas de ensinamentos e só aumentam o meu conhecimento com respeito a viver. Acho bom e interessante olhar a nossa volta. É sobre isso que gosto de escrever.Gosto de cinema, assistir seriados na TV, teatro, viajar,passear,viajar,passear... conhecer lugares e bater papo sem compromisso. Gosto de olhar o mundo com olhos curiosos de quem acabou de chegar e quer se inteirar do que está "rolando".O nome escolhido "Espírito de Escritora" não tem a pretensão de mostrar aqui "grandes escritos" tirados das entranhas da sabedoria mais profunda e filosófica de alguém "letrado" ou sábio. Simplesmente equivale a dizer "escrever com alegria","escrever com espirituosidade".Tudo o que escrevo já está escrito dentro de mim, do meu eu mais profundo, só boto para fora... sei lá... Este é um lugar de desabafo e de reflexões minhas."Os bons que me sigam". (sabedoria do Chapolim Colorado)

quarta-feira, 20 de junho de 2018

A Viagem Insólita



                                    A Viagem Insólita
O frio e a chuva batendo na janela me levaram a dormir cedo.
Afundei a cabeça nos meus travesseiros de penas de ganso, me cobri com minha mantas macias, adormeci como um bebê e sonhei que viajava num submarino, ou numa nave das profundezas do oceano.
Para melhor apreciar me sentei bem à frente, diante de uma enorme janela, na esperança de ver muitos peixes e até, por que não?, um monstro marinho com tentáculos e olhos enormes, ou talvez um olho só como aparecem nos filmes?!
Bem, já comecei achando  que a viagem era mais escura do que aparecem nos filmes, talvez o holofote à minha frente não fosse dos melhores, de boa qualidade e potência de foco, dai que fiquei mais atenta ainda ao que via mesmo o cenário não me agradando e a cada centímetro que avançávamos fui ficando cada vez mais desestimulada a continuar aquela aventura sinistra.
De repente dei de cara com uma ervilha e logo atrás um grão de milho que me pareceram enormes.  Tudo boiando num caldo semi transparente, de cor indefinida.
 - Zeus! - gritei.  Devo está num planeta de gigantes. - pensei.-  Mas continuamos a missão e vi também um grão de feijão, uma uva passa e uma folha de salsinha baterem no visor. Dai foi demais e me recusei a continuar.  Então pedi aos gritos que parassem a viagem que eu queria descer, até porque um alto falante avisava aos berros que a nave estava saindo do estômago e continuaríamos  seguindo o roteiro, primeiro passando pelo lado da vesícula biliar, que por sinal ostentava uma pedra que mais parecia uma pérola, e depois seguiríamos viagem em direção ao duodeno ou seja lá o que for que vem depois.
É claro que acordei em desespero e fui correndo tomar um sal digestivo, pois acho que alguma coisa que comi no jantar não me caiu bem...





2 comentários:

  1. Hehehe... divertido e "cruamente orgânico". Existe um filme chamado "Viagem Insólita", que narra uma viagem por dentro do tubo digestivo - uma ficção científica de 1987. Abraços, Clotilde!

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    1. Sim, duas pessoas me lembraram o filme, mas não me lembro se assisti na época...

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