Quem sou eu

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Campinas , São Paulo , Brazil
Tenho mais de setenta anos, mãe de quatro e avó de seis, bisavó de dois e uma saudade eterna. Leonina humor sarcástico e irreverente. Gosto de ler, escrever, pintar, costurar, fotografar, não necessariamente nessa ordem. Gosto de observar e ouvir pessoas, suas histórias de vida que para mim são sempre interessantes e ricas de ensinamentos e só aumentam o meu conhecimento com respeito a viver. Acho bom e interessante olhar a nossa volta. É sobre isso que gosto de escrever.Gosto de cinema, assistir seriados na TV, teatro, viajar,passear,viajar,passear... conhecer lugares e bater papo sem compromisso. Gosto de olhar o mundo com olhos curiosos de quem acabou de chegar e quer se inteirar do que está "rolando".O nome escolhido "Espírito de Escritora" não tem a pretensão de mostrar aqui "grandes escritos" tirados das entranhas da sabedoria mais profunda e filosófica de alguém "letrado" ou sábio. Simplesmente equivale a dizer "escrever com alegria","escrever com espirituosidade".Tudo o que escrevo já está escrito dentro de mim, do meu eu mais profundo, só boto para fora... sei lá... Este é um lugar de desabafo e de reflexões minhas."Os bons que me sigam". (sabedoria do Chapolim Colorado)

quarta-feira, 26 de março de 2014

A Sopa da Felicidade

                                                        A Sopa da Felicidade...
Hoje acordei com vontade de cozinhar. Escolhi o meu avental xadrez e deixei-o em cima da mesa, peguei minha bolsinha e meu carrinho de compras e saí.
Ao chegar à feira fui direto à banca de verduras e legumes. Comprei alguns ingredientes, todos bem coloridos, e coloquei no meu carrinho. Passei na banca de temperos também escolhi alguns e passei no açougue, escolhendo um bom pedaço de carne.
Voltei para casa e fui direto para cozinha onde guardei tudo na geladeira.
Fui até o computador e entrei no Facebook, naveguei por ali algum tempo e voltei para a cozinha onde o avental ainda me esperava no mesmo lugar. Vesti-o com desenvoltura.
Abri o armário e peguei a maior panela que tenho, passei uma água e deixei-a sobre o fogão ainda desligado. Abri a geladeira e retirei os produtos que havia comprado na feira.
E assim passei duas horas na cozinha preparando uma panelada de sopa.
No final passo aqui minha receita, que tenho certeza fará um bem enorme a quem dela se utilizar.
Sopa da Felicidade.
Tome uma grande panela e encha até a metade de água pura de cachoeira. Aquela que não guarda nada, não leva nada consigo, apenas vai passando e deixando para trás, as mágoas e os dissabores. Ascenda o fogo do amor e vá para a outra etapa.
Descasque com suavidade e ajuda de uma faca fina e afiada, as batatas e pepinos e passe-os pelo ralador para destruir tudo o que não vai ser bem digerido.
Tire lascas de frases que não gostou assim como deve tirar as lascas dos nabos brancos e amarelos.
Tome cuidado com os espinhos do chuchu, mas descasque-os e corte em cubos que assim destruirão as palavras agressivas que não nos atingem com profundidade, mas nos marcam de leve.
Corte em pedaços os  jilós que representam lembranças amargas do passado e mergulhe-os no caldo fervente.
As cenouras raladas no ralo grosso levarão para o esquecimento aquela frase dita em má hora.
Muitas cebolas pequenas destilarão as lágrimas amargas e só permanecerão as de alegria.
O pedaço da carne deve entrar inteiro para ser cozido até se desmanchar por inteiro como deve acontecer com os desentendimentos não perdoados.

Assim acabei de cozinhar os problemas novos e antigos para ao tomar a sopa da felicidade e sentir o perfume delicioso do perdão, o único tempero que realmente dá todo o sabor da vida.

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