Quem sou eu

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Campinas , São Paulo , Brazil
Tenho mais de setenta anos, mãe de quatro e avó de seis, bisavó de dois e uma saudade eterna. Leonina humor sarcástico e irreverente. Gosto de ler, escrever, pintar, costurar, fotografar, não necessariamente nessa ordem. Gosto de observar e ouvir pessoas, suas histórias de vida que para mim são sempre interessantes e ricas de ensinamentos e só aumentam o meu conhecimento com respeito a viver. Acho bom e interessante olhar a nossa volta. É sobre isso que gosto de escrever.Gosto de cinema, assistir seriados na TV, teatro, viajar,passear,viajar,passear... conhecer lugares e bater papo sem compromisso. Gosto de olhar o mundo com olhos curiosos de quem acabou de chegar e quer se inteirar do que está "rolando".O nome escolhido "Espírito de Escritora" não tem a pretensão de mostrar aqui "grandes escritos" tirados das entranhas da sabedoria mais profunda e filosófica de alguém "letrado" ou sábio. Simplesmente equivale a dizer "escrever com alegria","escrever com espirituosidade".Tudo o que escrevo já está escrito dentro de mim, do meu eu mais profundo, só boto para fora... sei lá... Este é um lugar de desabafo e de reflexões minhas."Os bons que me sigam". (sabedoria do Chapolim Colorado)

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Dia do Café

Café, bebida deliciosa e viciante.
Herdei o vício de saborear café da minha mãe.
Para ela não tinha hora para tomar os cafezinhos dela, mesmo requentados e refervidos (arrepiante só de pensar), até morrer do mal de Alzheimer, vivia pedindo à minha irmã Nádia, com quem ela morou no fim da vida, que nunca negasse a um pobre que batesse à porta, um cafézinho quente.
Mesmo avisando a ela que os pobres de hoje não batem mais à nossa porta pedindo alimentos e muito menos café, todas as vezes que ela tomava o seu café ela renovava o pedido, querendo com isso talvez, eternizar aquele prazer e deixando preocupadíssima a minha irmã por assumir tamanha responsabilidade, ja que é por natureza uma pessoa metódica com horários para as refeições etc.
Certo dia, eu ainda morava em Campinas (SP) ao lado de uma padaria, enquanto eu fazia um café na minha cozinha, me lembrei da minha mãe e do seu insistente pedido.
Exatamente naquele momento a campanhia tocou e era um senhor bem idoso, de chapéu, me pedindo encarecidamente um copo de café, pois ele estava morrendo de vontade e não tinha dinheiro para comprar na padaria.
Comovida até as lágrimas entreguei  a ele uma caneca de café recém coado em "intenção" àquela pessoa tão generosa de quem me lembro sempre quando tomo um cafézinho quente, passadinho na hora. Minha mãe, dona Bercides, que faleceu aos 87 anos sem nunca ter insônia por conta do café...

2 comentários:

  1. A vó iria adorar conhecer meu marido viciado....eheheheh

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  2. É verdade, seria uma simpatia recíproca. Unidos pelo café, hahahaha.♥♥

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